quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Resenha: Todo dia - David Levithan

Nota: 7,0/10
                                                                              Título: Todo Dia
                                                                    Autor: David Levithan
                                                                                    Páginas: 280
                                                                   Editora: Galera Record

"Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor."

    Em Todo Dia, David Levithan conta a história de "A".
    Não podemos definir A como um homem ou como uma mulher porque isso não é definido no livro e porque A não se define, cada dia ele é de um sexo diferente e ele não se importa com isso (estou chamando A de ele porque a editora preferiu defini-lo desse jeito).
    O livro começa com o A já em um corpo de um menino: Justin, um completo ridículo.
    Como A não tem mais do que 24 horas em um corpo, ele tenta fazer que esse único dia valha a pena a essa pessoa que ele está no corpo seja alguém agradável ao seus amigos e familiares.

"O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver."

    A última coisa que A esperava era se apaixonar enquanto estivesse no corpo de alguém. Mas nem sempre as coisas são do jeito que esperávamos.
    Ele se apaixona pela Rhiannon, namorada de Justin.
    Então o livro fica bem monótono, A falando de sua paixão, encontrando um jeito de contar para ela que ele é uma "alma perdida" no mundo.

"Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado quando é tão óbvio."

    Quando o livro começa e A se apaixona, eu pensei que ia ser de um jeito muito diferente do que é.
O livro me levou a um caminho muito diferente do que eu esperei.
     Ele tem como maior ponto a paixão de A pela Rhiannon e tem muita lição de moral.

    O autor tenta mostrar aos leitores a importância dos pequenos momentos, do amor e a importância de ser uma pessoa agradável na sociedade e também mostra os valores de cada pessoa. Se A entrar em uma vida em que esse pessoa não seja tão agradável, ou então esteja em um estado depressivo da vida, ela tenta mudar o máximo possível, tenta mudar o jeito de pensar dessa pessoa, para que no dia seguinte ela acorde com um jeito diferente de pensar, tente mudar seu jeito de viver. As vezes isso acontece, mas tem vezes que não.

"Se você olhar para o centro do universo, existe frieza lá. Um vazio. No final das contas, o universo não se importa conosco. O tempo não se importa conosco. É por este motivo que temos que cuidar um do outro."

    O livro tem grandes momentos bons, mas não é o que eu esperava.
    Eu gostei da história, mas esperava mais.

"A bondade tem a ver com quem você é, enquanto a gentileza tem a ver com o modo como quer ser visto."

    O autor fala muito sobre os valores que todos devíamos ter e também fala muito sobre a paixão de A, mas não explica melhor o porquê dele ter que mudar de corpo todos os dias, não trabalha esse assunto direito. Eu achei o tema, a ideia do livro muito boa, diferente de todos que já li, mas ele não a trabalha direito, isso me decepcionou muito.
    Tirei 3 pontos da nota por conta da falta de desenvolvimento do tema, da "maldição" (se é podemos chamar assim) e por conta do final.
Tem um final legal, mas não do jeito que eu queria que terminasse. Foi um final mais caridoso, mas diferente de todos os finais, mas não é ruim, só não é do jeito que eu queria que fosse.

"Não tenho coragem de dizer a ele que esse é o jeito errado de pensar sobre o mundo. Sempre haverá mais perguntas. Toda resposta leva a mais perguntas. O único jeito de sobreviver é abrindo mão de algumas."


Termino o post com esse quote, que foi algo que o A falou e que me definiu na hora que terminei o livro. Tive muitas perguntas de como A ficou depois do final, e se o que ele fez realmente deu certo.

Indico sim o livro por que é romance, e eu amo romances e sempre indico.
Espero que tenham gostado da resenha. 
Deixem seus comentários sobre o livro e sobre as experiências com o autor.
Grande beijo, Tau.

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